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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Isto é: A Val de Flávio Dino


Valquíria dos Santos vende mingau de milho na sua lojinha da periferia de São Luis, mas no seu endereço “funcionava” uma empresa de vídeo fantasma para onde o governador Flávio Dino destinou verbas de R$ 1,3 milhão na campanha de 2014


Com um discurso centrado no combate à corrupção e privilégios, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, vem cortando um dobrado para explicar por que tinha uma funcionária em seu gabinete, Walderice Santos da Conceição, que vende açaí na Vila de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), na hora do expediente — popularmente conhecida como Wal do Açaí. No Maranhão, ISTOÉ localizou outra Val, que deverá dar dor de cabeça a outro candidato, o governador Flávio Dino (PCdoB), aspirante à reeleição. Valquíria dos Santos é personagem de uma representação contra Dino que tramita na Procuradoria Geral da República (PGR). De acordo com a denúncia, Dino teria utilizado uma empresa de fachada para dissimular a destinação de R$ 1,3 milhão recebidos na sua campanha para governador em 2014. As notas fiscais para justificar o pagamento foram emitidas por uma produtora de vídeo que funcionaria num modesto sobrado de um bairro da periferia de São Luís. No local, não funciona nem nunca funcionou produtora de vídeo. O que lá existe é uma pequena quitanda, que vende alimentos e onde, à noite, Valquíria, a Val de Flávio Dino, vende mingau de milho. De dia, comercializa picolés.
O MINGAU DA VAL Val tem um comércio humilde em São Luis (MA), onde vende mingau de milho (Crédito:Divulgação)

Produtora fantasma
Divulgação
A representação foi movida por um blogueiro do Maranhão, Caio Hostílio, ligado ao grupo de José Sarney, cuja filha, Roseana, disputa com Dino as eleições. Poderia ser mera querela política local se não houvesse de fato elementos que apontam para irregularidades na prestação de contas do governador. Na campanha de 2014, Dino apresentou à Justiça Eleitoral duas notas para a empresa Aldo Oberdan Pinheiro Montenegro–ME, um empreendimento com capital social de R$ 30 mil —, para justificar o gasto de R$ 1,3 milhão feito junto à suposta produtora de vídeo.
Segundo a representação, no dia 9 de julho de 2014 o Comitê Estadual do PCdoB recebeu créditos da ordem de R$ 1,3 milhão. No mesmo dia, o Comitê de campanha de Dino repassou igual valor à empresa Aldo Oberdan por meio do pagamento de duas notas fiscais, uma de R$ 800 mil e outra de R$ 500 mil. Como endereço da empresa, constava o sobrado amarelo no bairro Tirirical, na periferia de São Luis.
ISTOÉ esteve no local. Ali moram pessoas humildes, e nenhuma delas sabe operar uma câmera de vídeo. Em vez de produtora, o que existe ali é um pequeno comércio, que vende apenas produtos enlatados, itens de limpeza, picolés baratos e água mineral. À noite, Valquíria dos Santos, de 31 anos, a Val de Flávio Dino, a dona do comércio, aumenta sua renda vendendo mingau de milho. Quando dá tempo, ela também faz churrasquinhos.
Val é conhecida na região. Não como comunicadora, mas pelo sabor de seu mingau. Ela mora no sobrado desde criança. Viu a localidade crescer e hoje está desempregada, motivo pelo qual resolveu criar a pequena lojinha que toca com a mãe. Campanha política? Val nunca fez. “Só vejo pela TV”, disse Val. Obviamente, ela não tem a menor ideia do destino dos R$ 1,3 milhão que tinham como endereço uma firma “instalada” na sua casa. “Se tivesse pelo menos uma parte desse dinheiro, eu não estaria aqui com este comércio. Estaria em um spa, cuidando da beleza”, brincou Val, em conversa com ISTOÉ.
Aldo Oberdan, pelo menos, é alguém que existe, de fato. É funcionário do governo do Maranhão. Na época da suposta contratação do serviço, recebia da Secretaria de Saúde do Maranhão um salário de R$ 2,7 mil. Oberdan até faz vídeos para complementar sua renda. Não para campanhas, mas de festas de aniversário e casamentos, por valores irrisórios. Em sua defesa, Oberdan afirmou que, na realidade, emprestou o CNPJ de sua empresa para outra pessoa, Carlos Miranda, empresário do meio de comunicação que também já fez serviços para o governo maranhense. “Eu não sabia que na época da campanha, eles (PCdoB) tinham feito um depósito no nome da empresa”, explicou Aldo ao MP. “Não dei autorização para que meu nome fosse usado dessa forma”, complementou.
O comitê estadual do PcdoB destacou que o episódio “é mais um, dentre tantos outros, patrocinados pelo grupo político que dominou por mais de 50 anos o Maranhão e que tenta macular o processo eleitoral, em face da iminente derrota”. Pode até ser que o caso tenha sido explorado pela família Sarney, mas está cada vez mais difícil para Flávio Dino explicar por que a produtora da campanha foi parar na casa da Val, a moça do mingau do bairro Tirirical.
A “laranja” do governador
> Segundo denúncia, no dia 9 de julho de 2014, o diretório do PCdoB do Maranhão, que patrocinava a candidatura de Flávio Dino, recebeu créditos de R$ 1,3 milhão. No mesmo dia, repassou igual valor à empresa Aldo Oberdan Pinheiro Montenegro – ME
> A empresa de Oberdan fazia vídeos de casamentos, mas nesse dia emitiu duas notas fiscais para o comitê de campanha do PCdoB-MA: uma de R$ 800 mil e outra de R$ 500 mil. Nas notas fiscais, o valor era referente ao pagamento de “produção de material audiovisual para veiculação no horário eleitoral gratuito n rádio e TV”
> À Receita, a empresa disse funcionar no bairro Tirirical, periferia de São Luis, mas na verdade lá funcionava e ainda funciona um mercadinho que vende mingau à noite e sorvete e outros mantimentos de dia, pertencente à Valquíria dos Santos, a Val de Flávio Dino.
A campanha de reeleição 2018 do Comunista Flávio Dino (PC do B), já recebeu do fundo partidário um montante de R$ 4 milhões de reais, será que em 2018 terá novamente a "Val do Dino"? 
por: Wilson Lima Enviado especial a São Luís (MA)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Justiça da Itália nega extradição de Pizzolato, condenado pelo mensalão

Ex-diretor do Banco do Brasil foi preso na Itália em fevereiro.
Pizzolato fugiu do Brasil para não ser preso e ficará em liberdade.

Paolo Tomassone
Especial para o G1, em Bolonha (Itália)
Veículo da Polícia Penitenciária chega com Henrique Pizzolato ao Tribunal de Bolonha nesta terça-feira (28) (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)
Veículo da Polícia Penitenciária chega com Henrique Pizzolato ao Tribunal de Bolonha nesta terça-feira (28) (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)
GNews - Henrique Pizzolato (Foto: Reprodução/GloboNews)
Henrique Pizzolato ( Reprodução/GloboNews)

A Justiça da Itália negou, nesta terça-feira (28), o pedido do governo brasileiro para que o ex-diretor de Marketing Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado para o Brasil.
O governo brasileiro pedia que ele fosse extraditado para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Alessandro Silvelli, advogado de defesa de Pizzolato, disse que o ex-diretor do Banco do Brasil não entendeu a sentença assim que ela foi lida. "Ele está desorientado. Sua saúde está melhor. Pode ser que esta noite ele volte à cadeia em Modena e somente amanhã a sua casa, mas não temos certeza ainda”
Pizzolato ainda responde a processo por ter entrado na Itália usando documento falso, mas pode responder em liberdade. A Justiça ainda vai divulgar por que negou a extradição do brasileiro, que também é cidadão italiano.
O julgamento do pedido foi realizado na Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha. Pizzolato, que está detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, chegou por volta das 10h locais (7h de Brasília) ao tribunal, onde acompanhou a audiência. Ele foi transferido em um veículo da Polícia Penitenciária.
A sessão começou às 11h locais (8h de Brasília) e foi suspensa às 15h locais (12h de Brasília). Nesse horário, os juízes responsáveis entraram em uma sala reservada para tomar sua decisão.
O julgamento do pedido teve início em 5 de junho, mas as juízas responsáveis pelo casoconcederam na época um prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros.
O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano.
Em maio, a Justiça do país europeu havia rejeitado o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.
O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano, que tem a decisão final, poderia se recusar a extraditá-lo, mesmo com aprovação da Justiça. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.
Defesa e acusação
Os advogados do condenado no mensalão alegaram à Justiça italiana que as cadeias no Brasil apresentam condições "degradantes", que violam o princípio da dignidade humana.
O ex-diretor do BB fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália, por uso de documento falso em fevereiro deste ano.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta (24) na Itália e irá acompanhar o julgamento. Nesta segunda (27), ele se reuniu com procuradores italianos, para trocar informações sobre o processo.

Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o ex-diretor do Banco do Brasil em condições que “respeitam os direitos humanos”.
“Uma das linhas de defesa era dizer que os presídios brasileiros não têm condições de receber o preso. Como o réu também tem direito de cumprir pena em presídios próximos ao domicílio, pedi que indicassem dois presídios em Santa Catarina. Fizemos relatório sobre esses dois presídios para demonstrar que, no cumprimento da pena, não havia ofensa aos direitos humanos”, disse Janot.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos: O Brasil perde um grande político.


Sabemos que tetrádias acontecem, mas esse ano um grande número de aviões caiu, e em deles estava o grande político brasileiro que queria mudar a vida do povo.

Eduardo Campos morre em acidente aéreo em Santos

RIO - O presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE ) morreu na manhã desta quarta-feira em um acidente aéreo em Santos. O jato em que estava o político iria para um evento na cidade de Santos chamado SantosExport e caiu na altura do número 136 Rua Alexandre Herculano, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia. Não houve sobreviventes. Ao contrário do divulgado anteriormente, a esposa do candidato, Renata, e o filho Miguel não estavam na aeronave. Segundo a Aeronáutica, estavam no avião, além de Campos, os assessores Pedro Valadares e Carlos Percol, além de um cinegrafista.
Sete pessoas ficaram feridas e pelo menos três imóveis foram atingidos. A aeronave, um Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA,havia perdido contato com o controle aéreo após arremeter durante o pouso.
Em seu gabinete no Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, ao ser informada dos rumores sobre a queda do avião em Santos, caiu no choro.
A sala de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que sete vítimas foram socorridas em hospitais da região, mas ainda não há informações se elas eram ocupantes da aeronave ou moradores dos imóveis atingidos. O Pronto-Socorro Municipal de Santos confirmou que há quatro feridos internados na unidade.
A aeronave pertencia à empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto (SP), que atua no setor de açúcar e álcool, e já havia sido usada pelo candidato no mês passado, numa viagem ao interior de São Paulo.
O ex-deputado Walter Feldman, que estava ao lado de Marina Silva em São Paulo, disse logo depois do acidente ter conversado com o deputado Márcio França, que recepcionaria Campos em Santos. França confirmou para o aliado que a aeronave que caiu tinha o prefixo da alugada pela campanha de Campos:
A queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica. A região tem casas e comércios.
O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h.
“A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.
A Aeronáutica investiga as causas do acidente.
O local onde ocorreu a queda é bastante movimentado. Testemunhas relatam que ouviram barulho de uma explosão. O quarteirão foi isolado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. Com o estrondo na hora da queda, vidraças de lojas quebraram-se.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Adeus ao Orkut


Após dez anos de conversas e conexões sociais on-line, nós decidimos que é hora de começar a nos despedir do Orkut. Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o do Orkut e, por isso, decidimos concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários.
O Orkut não estará mais disponível após o dia 30 de Setembro de 2014. Até lá vamos manter o Orkut no ar, sem grandes mudanças, para que você possa lidar com a transição. Você pode exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível online a partir de 30 de Setembro de 2014. Se você não quiser que seu nome ou posts sejam incluídos no arquivo de comunidades, você pode remover o Orkut permanentemente da sua conta Google. Para mais detalhes, por favor, visite a Central de Ajuda.
Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além.

terça-feira, 24 de junho de 2014

JOSÉ SARNEY, O FIM DE UM CICLO OU UM NOVO COMEÇO!

Muitos falam que é o fim para o Senador José Sarney, porém todo fim é um recomeço, quem esteve na vida pública por quase 6 décadas, não pode deixar a política pela porta dos fundos, talvez essa decisão já haveria sido tomada a muitos anos.
Nessa vida tudo é um eterno recomeço, mas partido de Sarney, deve-se analisar com cuidado, principalmente os anti-sarney, que devem está fazendo festa nesse momento, para eles acredito melhor ter cuidado pois os bastidores da política é o que Sarney sabe fazer de melhor nessa vida.

Nos ciclos de  amigos Sarney diz que não será candidato, porém não diz que vai abandonar tudo, é provável que essa decisão seja para dedicar-se mais de perto ao pleito desse ano no Maranhão.

Sarney saiu vitorioso de uma eleição onde todos diziam que estavam decretando seu fim, o velho ainda tem suas cartas na manga...

Acredito que o Maranhão irá experimentar o gosto da ausência da Família

Espero que ele não atrapalhe o Governo Eleito do Maranhão



a época das articulações para eleições de 2014.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Sarney:
“O senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se, agora há pouco, a respeito do episódio ocorrido nesta segunda-feira (23) em Macapá, por ocasião do evento do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, em que foi hostilizado por militantes partidários de declarada oposição a ele.
Era esperado que isso pudesse ocorrer, diz, primeiro pelo acirramento do pleito eleitoral que se avizinha, segundo, pela própria mobilização feita com esse propósito, fato este do conhecimento de todos. Sarney diz ter sido convidado pessoalmente pela amiga e aliada Dilma Rousseff, presidente do Brasil e entusiasta do programa de habitação popular iniciado ainda na gestão de Luís Inácio Lula da Silva, outro companheiro de sua estima. Sarney foi, mais uma vez, diplomático, seguiu o protocolo que o evento exigia, para prestigiar a amiga Dilma e os amapaenses beneficiados pelo programa.
Diz também ter recebido no evento – como ocorre por onde quer que vá no país e fora dele – o carinho e a consideração de brasileiros que reconhecem a importância de seu papel na condução do país à redemocratização. “Lá mesmo, na festa da presidente Dilma, muitas pessoas aplaudiram, espontaneamente, a minha presença e a ajuda que tenho dado ao Brasil e ao Estado”, acrescenta o ex-presidente.
O senador, de 84 anos, também confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram comunicados na semana passada, de que não vai disputar a reeleição para o Senado em outubro próximo. “Essa decisão já estava tomada, comuniquei isso ao meu partido na semana passada. Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, declarou.
Sarney tem acompanhado de perto as idas e vindas da esposa, Dona Marly, aos hospitais em repedidas cirurgias e lentos processos de recuperação, em casa, como ocorre atualmente.

Ele confirma presença na Convenção do PMDB na próxima sexta-feira, dia 27. E diz também que irá participar das eleições deste ano, não como candidato, mas ajudando de todas as formas, ao inúmeros amigos e aliados que estarão na disputa. Também será a ocasião para se dirigir aos correligionários e simpatizantes, bem como aos cidadãos e cidadãs de bem do Amapá, a quem nutre ‘profunda gratidão’.”

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ELEIÇÕES 2014 - Aliados se dividem sobre estratégia para reeleger Dilma e cobram mais viagens


Jeferson Ribeiro
Em Brasília

Ainda aflitos com o novo cenário eleitoral, aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso dividem-se sobre qual a melhor estratégia para reagir à aliança Campos-Marina e garantir a reeleição, mas cobram que ela intensifique as viagens pelo país e mostre as realizações do governo.
A aliança de última hora entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, dois ex-aliados e ministros no governo Luiz Inácio Lula da Silva, agitou o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2014. Um contexto no qual, na avaliação dos aliados de Dilma, a candidatura do senador tucano Aécio Neves (MG) perderá força.
Alguns acham que Dilma deve se concentrar apenas no governo e não se envolver no bate-boca eleitoral. Outros, porém, querem uma Dilma mais ativa no debate com os adversários e viram o início de uma tática para criar uma divisão nessa aliança quando a petista respondeu a Marina via Twitter nesta semana.





"Tiroteio eleitoral"; veja frases43 fotos

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Questionada sobre a declaração de Dilma, Marina Silva disse "eu acho que ela [Dilma] dá um conselho muito bom porque aprender é sempre uma coisa muito boa. Difícil são aqueles que acham que já não têm mais o que aprender e só conseguem ensinar" Leia mais Sergio Lima/Folhapress/Arte UOL
Para esse segundo grupo, na recente troca de farpas entre Marina, por meio de entrevistas, e Dilma, pelo Twitter, a presidente adotou uma tática que serve para deixar a ex-senadora em evidência, criando pressão sobre o cabeça da chapa presidencial no PSB. Isso, na avaliação de alguns parlamentares, pode criar uma divisão entre os novos aliados.
"Pode ser uma boa tática, porque ao escolher a Marina para polemizar pode criar uma sombra para o Eduardo Campos", disse um à Reuters um peemedebista com assento na Esplanada dos Ministérios.
Esse aliado lembra, porém, que a campanha eleitoral está muito precipitada e pode ser que a tática se mostre um desastre.
Mas dentro do próprio PMDB, porém, há divisões. Para um senador isso a estratégia "está completamente errada", porque a presidente não precisa "descer a esse nível" para debater com adversários.
Uma fonte do governo, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as respostas dadas por Dilma a Marina não serão um padrão a ser adotado pela presidente em relação aos adversários.
"O objetivo é divulgar o governo", afirmou a fonte, que considerou inclusive um erro a troca de farpas.
Dilma e Marina se envolveram em um debate público sobre a política econômica atual e os desafios de governar. A presidente disse que os postulantes ao Planalto teriam de estudar muito o Brasil, ao que Marina respondeu lamentar pelos que acreditam que não têm mais nada a aprender e só conseguem ensinar.

Eleições 2014 - 16 vídeos


Na tréplica, Dilma alegou não acreditar "nos soberbos que julgam que nascem sabendo ou que já aprenderam tudo". "Serei sempre uma aluna do mundo", afirmou no Twitter.

Hora de entregar

Para o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), não é hora de escolher adversários e sim de trabalhar e governar.
"A estratégia é trabalhar muito e melhorar a economia. Agora tem muita ansiedade muito antes das eleições", avaliou.
O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), concorda com o colega do Senado, mas alerta que o seu partido e a presidente precisam acelerar a construção dos palanques nos Estados, uma reivindicação do PMDB também.
"Do ponto de vista eleitoral, nós precisamos consolidar os palanques regionais", analisou Guimarães. "Temos que avançar em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, no Nordeste. As eleições vão ser decididas por aí", aconselhou.
No governo, a capacidade de construir alianças estaduais da candidatura de Dilma representa uma grande vantagem competitiva para a reeleição. A aposta é que os adversários terão muita dificuldade para ter palanques fortes nos Estados.
Dilma tem intensificado as viagens pelo país e determinou que a agenda dos ministros fosse coordenada para que pudesse capitalizar ações do governo nos Estados viajando pelo menos duas vezes por semana.
Esse roteiro costuma levar em conta o território dos prováveis adversários nas eleições do ano que vem. Nos últimos três meses, Dilma já participou de eventos três vezes em Minas Gerais e foi três vezes por mês a algum estado do Nordeste.
A presidente também passou a dar entrevistas para rádios locais nessas viagens e voltou a usar as redes sociais, território que havia abandonado depois de assumir o cargo.

Aliança mais cara

Um outro senador aliado revelou, sob condição de anonimato, que a aliança entre Campos e Marina causou dois efeitos na coalizão do governo.
O primeiro, um grande temor em relação ao segundo turno. "Se for contra o novo, a Dilma perde o segundo turno", disse.
O segundo efeito será a dificuldade que a petista terá para manter a maioria dos partidos em sua aliança para a reeleição.
"Todos vão cobrar muito mais caro para ficar na aliança. A reforma ministerial será muito tensa", disse o líder aliado.